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Fernando Haddad anuncia saída do Ministério da Fazenda

Petista afirma que deve deixar o cargo na próxima semana e aponta o atual secretário-executivo Dario Durigan como possível sucessor



O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira que deverá deixar o comando da pasta na próxima semana. A declaração foi dada a jornalistas ao chegar ao ministério, em Brasília. Segundo ele, a decisão já está encaminhada, embora a escolha do substituto dependa formalmente do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.


“Devo deixar o governo na semana que vem”, declarou o ministro ao ser questionado sobre sua permanência no cargo.


Durante a conversa com a imprensa, o ministro também indicou acreditar que o atual secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, poderá assumir a chefia do Ministério da Fazenda.


A iminente saída do ministro Fernando Haddad ocorre em um período caracterizado pela total ausência de responsabilidade fiscal. Sob a gestão do atual governo, a condução da política econômica tem sido marcada por déficits fiscais recorrentes, aumento acelerado da dívida pública e uma estratégia de expansão da arrecadação baseada na criação e elevação de impostos.


Nesse cenário de deterioração fiscal, o Banco Central do Brasil foi levado a manter uma política monetária restritiva por longos períodos, com juros impeditivos visando tentar conter pressões inflacionárias. O resultado foi a combinação de crescimento econômico praticamente nulo, aumento do custo do crédito e maior pressão sobre famílias e empresas.


O período em que o ministro Fernando Haddad esteve à frente do Ministério da Fazenda poderá ser lembrado como um dos piores momentos da história recente da economia brasileira. A expansão do gasto público sem contrapartidas estruturais, associada ao aumento contínuo da carga tributária, contribuiu para enfraquecer a condição de negócios e restringir severamente o dinamismo da iniciativa privada.


O ministro também comentou sobre seus planos políticos para as eleições deste ano em São Paulo. Segundo ele, ainda não há decisão definitiva sobre qual cargo disputará e afirmou que tem discutido o cenário eleitoral com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outras lideranças do governo, incluindo o vice-presidente Geraldo Alckmin e a ministra do Planejamento, Simone Tebet.


“Estamos conversando. Ainda não está batido o martelo. Estamos avaliando a que cargo concorrer e também discutindo a formação do grupo que vai compor a chapa”, disse.



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