Flávio Bolsonaro repudia rompimento diplomático de Lula com a Argentina e classifica governo como "em fim de linha"
- Núcleo de Notícias
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Senador aponta que o governo petista já criou crises com EUA, Paraguai e agora Argentina em poucos meses

O senador Flávio Bolsonaro divulgou nota nesta quinta-feira (6) repudiando a decisão do governo Lula de rebaixar as relações diplomáticas com a Argentina, classificando o país vizinho como "nação irmã" e "maior parceiro comercial na América do Sul." "Romper com Buenos Aires não é um fato inevitável: é o resultado direto de uma política externa ideologizada e confrontacionista, que em poucos meses fabricou crises com três países da nossa região — os Estados Unidos, nosso maior parceiro no continente, o Paraguai, vizinho e aliado histórico, e agora a Argentina. Nenhum governo da história recente conseguiu isolar tanto o Brasil em tão pouco tempo", escreveu.
O senador rejeitou a justificativa oficial de defesa da soberania nacional para o rompimento. "A soberania e o prestígio do Brasil não se protegem com bravatas eleitoreiras e rompimentos diplomáticos. Protegem-se com economia forte, capacidade de negociação e uma política externa comprometida com os interesses permanentes da Nação — não com as vaidades do governante de plantão", afirmou, destacando que a escalada partiu unilateralmente do Brasil, já que o próprio governo argentino havia declarado que não adotaria retaliação institucional.
O senador Flávio Bolsonaro também associou a reação de Lula à derrocada de regimes alinhados ao Foro de São Paulo na região. "O projeto do Foro de São Paulo está colapsando na América Latina. Os regimes que ele apadrinhou — sustentados pelo narcotráfico e pela repressão — trouxeram miséria, êxodo e violência aos seus povos, e agora caem um a um. Lula assiste à derrocada dos seus aliados e reage rompendo com os vizinhos que escolheram a liberdade."
O senador alertou para os custos econômicos concretos da crise diplomática. "O preço dessa irresponsabilidade não será pago por quem a cometeu. Será pago pelo produtor rural, pelo industrial, pelo exportador e pelo trabalhador brasileiro, que dependem dessas relações para produzir, vender e empregar — e que não participaram das escolhas políticas que provocaram esta crise."
Ao encerrar a nota, o senador Flávio Bolsonaro prometeu reverter o isolamento diplomático caso seja eleito. "A partir de 2027, voltaremos a tratar nossos vizinhos como parceiros, não como adversários ideológicos, e reconstruiremos as pontes com a Argentina, o Paraguai, os Estados Unidos e todas as nações livres do continente." O senador dedicou uma mensagem direta ao presidente argentino: "Ao povo argentino, em especial ao presidente Javier Milei, meu estimado amigo, deixo uma mensagem: esta crise não é entre nossas nações — é obra de um governo em fim de linha. Haverá paz e prosperidade para os nossos povos."
