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FMI elogia decisão do Fed de manter juros e diz que crescimento americano é "sólido" e atípico no cenário mundial

Porta-voz do fundo afirma que inflação deve atingir meta de 2% até o fim de 2027



O Fundo Monetário Internacional afirmou nesta quinta-feira (25) que a economia dos Estados Unidos apresenta ritmo sólido de crescimento e que a inflação deve atingir a meta de 2% do Federal Reserve até o final de 2027. A porta-voz do FMI, Julie Kozack, disse em coletiva de imprensa de rotina que a decisão do Fed na semana passada de manter os juros inalterados foi "apropriada" e elogiou o "forte compromisso" do novo presidente da instituição, Kevin Warsh, com a estabilidade de preços.


"O ritmo de crescimento da economia dos EUA tem sido sólido", disse a porta-voz do FMI, citando os dados divulgados nesta quinta que revisaram o crescimento do PIB do primeiro trimestre para taxa anualizada de 2,1%, acima do 1,6% divulgado anteriormente. Julie Kozack destacou a recuperação do consumo do governo, os fortes investimentos privados e a alta produtividade do trabalho como fatores que tornam os Estados Unidos "um caso um tanto atípico no cenário mundial", numa referência ao contraste com a Europa, onde o FMI cortou a projeção de crescimento da zona do euro para 0,9% e o BCE foi forçado a subir juros pela primeira vez em quase três anos.


Sobre a inflação, que o PCE confirmou nesta mesma quinta-feira em 4,1% em maio, a porta-voz do FMI admitiu que permanece acima da meta mas disse que a expectativa é de que diminua. "Devido a essa dinâmica, acreditamos que o Fed tomou a decisão correta ao deixar a taxa de juros inalterada. Quaisquer outras medidas de política monetária por parte do Fed deverão ser tomadas com cautela e precisarão ser cuidadosamente calibradas de acordo com os dados que forem surgindo", disse, numa linguagem que deixa aberta a porta para altas futuras sem comprometer o Fed com um calendário específico.



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