Geração de empregos desaba e Brasil registra pior outubro desde 2020
- Núcleo de Notícias

- 27 de nov. de 2025
- 3 min de leitura
Atualizado: 27 de nov. de 2025
Desaceleração econômica, juros elevados e fragilidade do setor produtivo expõem esgotamento do modelo econômico do governo Lula

O Brasil registrou a abertura de apenas 85,1 mil vagas formais em outubro, segundo dados do Novo Caged divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O número representa uma queda acentuada de 35% em relação a outubro de 2024, quando foram criados 131,6 mil empregos com carteira assinada. É o pior desempenho para um mês de outubro desde o início da série do Novo Caged, em 2020.
O resultado decorre de 2,27 milhões de contratações e 2,18 milhões de demissões, evidenciando um mercado de trabalho travado e incapaz de sustentar ritmo de crescimento.
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, tentou atribuir o mau desempenho à elevada taxa básica de juros — atualmente em 15% ao ano — mas ignorou que os juros elevados são consequência direta da desordem fiscal promovida pelo governo Lula, cuja expansão desenfreada do gasto público pressiona a inflação e impede qualquer afrouxamento monetário consistente. A política fiscal do atual governo impõe amarras ao setor produtivo e gera incerteza, tornando o ambiente econômico hostil ao investimento e, consequentemente, à geração de empregos.
O salário médio de admissão ficou em R$ 2.304,31, enquanto 67,7% das vagas criadas foram consideradas típicas e 32,3% não típicas, indicando que parte relevante do mercado está migrando para formatos mais precários de contratação.
A abertura de vagas concentrou-se em apenas dois dos cinco grandes setores da economia:
Serviços: +82 mil postos
Comércio: +25,6 mil
Já os setores diretamente ligados à produção e à economia real foram os que mais sofreram:
Indústria: –10 mil vagas
Agropecuária: –9,9 mil vagas
Construção: –2,9 mil vagas
Regionalmente, 21 das 27 unidades da federação registraram saldo positivo, lideradas por:
São Paulo: +18,4 mil
Distrito Federal: +15,4 mil
Pernambuco: +10,6 mil
Os piores resultados foram de:
Minas Gerais: –4,8 mil demissões
Goiás: –2,3 mil demissões
Os dados revelam uma realidade incontornável: a economia brasileira está desacelerando rapidamente, e o mercado de trabalho está absorvendo o impacto. Mesmo com juros em patamar extremamente elevado — um freio necessário para tentar conter a inflação persistentemente pressionada pela gestão fiscal irresponsável do governo Lula — o país não consegue estabilizar sua estrutura produtiva.
O resultado de outubro mostra que, sem disciplina fiscal, segurança jurídica e redução da interferência estatal, o Brasil seguirá estagnado, acumulando quedas sucessivas na confiança, no investimento e na geração de empregos formais.
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