IBC-Br recua 0,2% em julho, sinalizando desaceleração da atividade econômica
Indicador do Banco Central, usado como prévia do PIB, confirma perda de fôlego da economia brasileira num mês marcado por queda nas vendas do varejo e deterioração da confiança industrial

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central, usado como sinalizador do comportamento do Produto Interno Bruto, registrou queda de 0,2% em julho na comparação com o mês anterior, segundo dados dessazonalizados divulgados nesta quarta-feira (16) pelo BC.
O resultado se soma a um conjunto de indicadores que já vinham apontando na mesma direção ao longo do mês. As vendas no varejo, segundo o IBGE, também haviam recuado 0,8% em julho, enquanto o Índice Cielo de Varejo Ampliado mostrou retração real de 2% no consumo em agosto, a maior queda para o mês desde a pandemia. Do lado da confiança empresarial, o Índice de Confiança do Empresário Industrial da CNI acumula 21 meses consecutivos abaixo da linha divisória de 50 pontos, o maior período de pessimismo da indústria desde a crise de 2015-2016, com a percepção sobre a economia brasileira entre os componentes mais deteriorados do levantamento.
O quadro reforça a leitura de que a atividade econômica brasileira perde fôlego de forma consistente ao longo do segundo semestre, em linha com o cenário de juros ainda restritivos, endividamento e inadimplência das famílias em níveis recordes segundo o próprio Banco Central, e incerteza política crescente diante da proximidade das eleições de outubro e da crise institucional em curso no STF. Para o mercado, o dado do IBC-Br funciona como um dos principais termômetros mensais sobre a real trajetória do PIB brasileiro, antecipando com poucas semanas de defasagem o que os números oficiais de crescimento tendem a confirmar posteriormente.





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