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Ibovespa desaba mais de 2% e cai para a casa dos 168 mil pontos

Índice recuava 2,15% a 168.470 pontos por volta das 13h52 desta terça-feira




O Ibovespa registrava queda brutal nesta terça-feira (11), recuando 2,15% para 168.470 pontos às 13h52, horário de produção desta matéria, num movimento que devolve o índice à casa dos 168 mil pontos e amplia a pressão negativa que já vinha se acumulando nas últimas sessões. O tombo ocorre no mesmo dia em que o JPMorgan rebaixou sua recomendação para o mercado brasileiro de compra para neutra, reduzindo a projeção do Ibovespa para o fim de 2026 de 190 mil para 185 mil pontos e citando desaceleração do crescimento, deterioração do crédito e volatilidade eleitoral como fatores que passam a pesar mais do que o cenário externo mais favorável.


O mercado brasileiro aparece hoje visivelmente pressionado, com o investidor estrangeiro reduzindo de forma acentuada sua exposição ao país. O movimento de saída de capital externo, somado ao rebaixamento do JPMorgan, reforça o diagnóstico que vinha se desenhando ao longo das últimas semanas: os dados de atividade econômica fracos, como o PMI industrial em contração e a produção industrial em queda em junho, combinados com a proximidade do primeiro turno das eleições em outubro, elevam a percepção de risco sobre os ativos brasileiros justamente no momento em que o ciclo de cortes da Selic se aproxima do fim, com o próprio JPMorgan projetando apenas mais uma redução, em setembro, seguida de pausa prolongada até o segundo trimestre de 2027.


A queda dos ativos brasileiros é generalizada, e um exemplo ilustra bem a severidade do momento: o BTG Pactual (BPAC11) reportou lucro recorde de R$ 5,14 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 22,6% em relação ao mesmo período de 2025, e ainda assim suas ações desabaram 5% no mesmo pregão. Quando os balanços trimestrais positivos não são suficientes para sustentar o preço de uma ação, em alguns casos até recebidos com queda expressiva, fica evidente que o movimento do Ibovespa desta terça-feira não decorre de fundamentos específicos de empresas isoladas, mas sim uma reprecificação sistêmica do prêmio de risco Brasil pelo mercado.




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