Boletim Focus: mercado corta projeção de crescimento pela terceira semana seguida
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- há 2 dias
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Economistas revisam para baixo as estimativas de PIB, enquanto projeção da inflação recua a passos insuficientes

O Relatório Focus resume as estatísticas calculadas considerando as expectativas de mercado coletadas até a sexta-feira anterior à sua divulgação. Ele é divulgado toda segunda-feira. O relatório traz a evolução gráfica e o comportamento semanal das projeções para índices de preços, atividade econômica, câmbio, taxa Selic, entre outros indicadores. As projeções são do mercado, não do Banco Central. (Fonte: bcb.gov.br)
INFLAÇÃO
A projeção da inflação segue acima do teto da meta e com o ritmo de queda cada vez mais tímido, o que reforça a dificuldade de o país se livrar de vez da pressão sobre os preços. Os economistas consultados pelo Banco Central reduziram pela sexta semana consecutiva a expectativa para o IPCA de 2026, que recuou de 5,03% para 5,02% — uma variação mínima que expõe o quanto o processo de desinflação já perdeu força. Para 2027, 2028 e 2029, as estimativas permanecem paralisadas em 4,22%, 3,80% e 3,50%, respectivamente, sem qualquer sinal de melhora adicional no horizonte.
SELIC
Os juros seguem em nível elevado e sem perspectiva de alívio rápido para quem toma crédito no país. A Selic projetada para 2026 permanece travada em 13,75%, e para 2027, 2028 e 2029 as estimativas também não se mexeram, congeladas em 12,00%, 10,25% e 10%. O Copom já havia cortado a taxa em 0,25 ponto percentual na semana passada, levando a Selic a 14%, mas o Banco Central evitou sinalizar com clareza os próximos passos — e o mercado, mesmo enxergando espaço para novos cortes, segue cauteloso quanto à velocidade desse processo.
CÂMBIO
O real segue desvalorizado perante o dólar. A projeção do câmbio para o fim de 2026 permanece em R$ 5,20, e as medianas para 2027 e 2028 seguem estacionadas em R$ 5,28 e R$ 5,30. A única movimentação da semana foi uma leve queda na estimativa para 2029, de R$ 5,39 para R$ 5,37.
PIB
O crescimento da economia continua a decepcionar. A projeção para o PIB de 2026 caiu de 1,99% para 1,98%, enquanto a estimativa para 2027 recuou de 1,57% para 1,52% — terceira semana seguida de revisão para baixo, um movimento que reforça o diagnóstico de uma atividade econômica cada vez mais fraca. Para 2028 e 2029, as medianas seguem estáveis em 2,00%, nível insuficiente para tirar o país de um ciclo prolongado de crescimento medíocre.




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