Ibovespa sobe 0,51% a 176.641 pontos com inflação americana acendendo apetite por risco
- Núcleo de Notícias
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Petróleo em alta e bloqueio naval reinstalado ao Irã contêm o otimismo dos investidores

O Ibovespa fechou nesta terça-feira (14) em alta de 0,51%, encerrando a sessão a 176.641,10 pontos, numa sessão em que o dado de inflação americana mais benigno que o esperado abriu espaço para algum apetite por risco, mas o conflito no Oriente Médio impediu uma recuperação mais expressiva. O volume negociado foi de R$ 22.138.128.895.
O CPI americano de junho subiu 3,5% na base anual, desacelerando em relação aos 4,2% de maio e vindo abaixo da expectativa de 3,8% do mercado. No mês, o índice recuou 0,4%, após avançar 0,5% em maio. O núcleo da inflação, excluindo alimentos e energia, subiu 2,6% no ano e ficou estável no mês. O dado reduziu a probabilidade de que o Federal Reserve precise apertar a política monetária no curto prazo, aliviando a pressão sobre os ativos de risco globalmente. O diretor do Fed Christopher Waller havia alertado na véspera que um dado elevado de inflação poderia forçar o FOMC a considerar aperto monetário imediato, o que não se confirmou.
O problema é que o alívio inflacionário de junho já está sendo revertido pelo próprio conflito que o produziu. O CPI refletiu a queda dos combustíveis durante a janela de relativa distensão do memorando de entendimento assinado em 14 de junho — janela que não existe mais. Com o presidente Donald Trump reinstalando o bloqueio naval ao Irã, o CENTCOM tendo destruído mais de 300 alvos militares iranianos em cinco noites consecutivas de ataques, e o Brent operando na faixa de US$ 85, a conjuntura que produziu o IPCA benigno de junho no Brasil e o CPI benigno de junho nos Estados Unidos não se repetirá em julho.
A alta de 0,51% do Ibovespa nesta terça reflete exatamente esse equilíbrio precário: o dado americano favorável justificaria uma recuperação mais forte, mas o conflito no Estreito de Ormuz, com o petróleo em alta e a incerteza sobre a reabertura da passagem, mantém os investidores cautelosos. O índice que havia disparado 2,97% na sexta-feira com a boa notícia em relação ao IPCA brasileiro e recuado 1,2% na segunda com a volta do conflito encerra esta terça ainda distante dos 178 mil pontos atingidos na máxima de sexta — a 12% abaixo dos recordes históricos de abril — num mercado que oscila a cada novo desenvolvimento no Golfo Pérsico.
