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Inflação acelera em novembro e reforça pressão sobre a população

IPCA-15 avança para 0,20% e mostra que a economia segue sendo sabotada pela política fiscal do governo Lula



O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial, registrou alta de 0,20% em novembro, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (26) pelo IBGE. O resultado mostra aceleração em relação aos 0,18% apurados em outubro. No acumulado de 2025, a prévia da inflação chega a 4,15%, enquanto nos últimos 12 meses o índice atinge 4,50%.


Entre os grupos que mais pressionaram o indicador, Despesas Pessoais apresentou a maior variação, de 0,85%, impulsionada principalmente por hospedagem e pacotes turísticos. O segmento de Saúde e Cuidados Pessoais, influenciado pela alta dos planos de saúde, e o de Transportes, fortemente afetado pela disparada de 11,87% nas passagens aéreas, também exerceram impactos relevantes. Alimentação e bebidas subiram 0,09%, com avanço de itens básicos como batata inglesa, óleo de soja e carnes, além de aumento na alimentação fora de casa. Vestuário (0,19%) e Educação (0,05%) também apresentaram aumento.


O dado mais preocupante, porém, está no comportamento persistente da inflação. Mesmo com a Selic fixada em 15%, um dos patamares mais altos do mundo, o Banco Central enfrenta enorme dificuldade para conter a alta generalizada dos preços. Juros tão elevados travam o crédito, desestimulam investimentos e atingem diretamente a atividade produtiva — um verdadeiro freio na economia real.


Ainda assim, a inflação resiste. E isso ocorre porque a política monetária, por mais rígida que seja, não consegue corrigir o problema estrutural criado pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva. O contínuo aumento de gastos, a expansão do tamanho do Estado, o desprezo pelo equilíbrio fiscal e a aposta em políticas que asfixiam a atividade produtiva se tornam combustível permanente para a pressão inflacionária. O Banco Central, com uma política contracionista, tenta preservar a moeda, mas distorções causadas pela política fiscal impulsionam a inflação, distanciando-a da meta e prejudicando as famílias.


Enquanto o governo federal insiste em ampliar gastos e promover o centralismo econômico, a inflação tende a permanecer elevada — apesar dos juros sufocantes e do impacto negativo sobre o setor produtivo.


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