J.D. Vance diz que Reino Unido "foi abandonado por sua liderança"
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Vice-presidente americano espera que próximo líder britânico implemente reformas que eleitores buscam

O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, afirmou que o Reino Unido "foi abandonado por sua liderança por muito tempo" e expressou esperança de que o próximo primeiro-ministro do país seja capaz de implementar as reformas estruturais que os eleitores demandam após anos de instabilidade política. As declarações foram feitas no sábado (4) em contexto de transição política em Londres, onde o primeiro-ministro Keir Starmer anunciou no mês passado que deixaria o cargo após dois anos.
"O que vejo são seis primeiros-ministros nos últimos anos. Isso me diz que algo está muito errado na política britânica e que as pessoas estão clamando por mudanças estruturais significativas", disse Vance, que apontou a rápida rotatividade no cargo como evidência de problemas mais profundos no sistema político britânico. O parlamentar Andy Burnham surge como favorito para suceder Starmer, sendo apontado como o único candidato relevante até o momento.
J.D. Vance disse esperar que Burnham, ou quem quer que assuma o cargo, seja capaz de "colocar o Reino Unido de volta nos trilhos", ressaltando ao mesmo tempo a importância da relação histórica entre Washington e Londres e afirmando que os EUA continuarão trabalhando em estreita colaboração com o próximo líder britânico.
O presidente Donald Trump adotou tom diferente em relação ao sucessor esperado de Keir Starmer. O líder americano classificou Burnham como "extremamente progressista" e questionou se seu futuro governo apoiaria o desenvolvimento adicional de petróleo e gás no Mar do Norte, tema sensível para a relação bilateral num momento em que Washington pressiona aliados por maior produção de energia. Sobre Keir Starmer, o presidente Trump o descreveu como um "homem adorável" e "amigo" ao anunciar sua renúncia, embora tenha criticado reiteradamente a gestão do premiê em relação à imigração e à política energética ao longo do mandato. Os dois governos firmaram acordos comerciais e de investimento durante o mandato de Starmer, apesar de divergências em questões como Irã, Gaza e Ucrânia.




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