Lula confirma saída de Fernando Haddad do Ministério da Fazenda e promove Dario Durigan
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Troca no comando ocorre em ano eleitoral e marca o fim de uma gestão marcada por aumento de impostos e déficits fiscais recorrentes

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), confirmou nesta quinta-feira (19) que o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, assumirá o comando da pasta no lugar do ministro Fernando Haddad. A mudança ocorre em meio à saída de Haddad para disputar o governo do estado de São Paulo nas eleições gerais deste ano.
O anúncio foi feito durante a abertura da 17ª Caravana Federativa, realizada na capital paulista, quando o próprio presidente mencionou a substituição ao ler a lista de autoridades presentes. A troca encerra um período em que o governo apresentou a política econômica como um "esforço de reorganização fiscal", mas que, na prática, não conseguiu promover um ajuste nas contas públicas, pelo contrário, entregou déficits fiscais recorrentes.
Entre 2023 e o início de 2026, a condução da economia foi marcada por aumento da arrecadação, sem avanço no controle das despesas. O resultado foi a manutenção de um orçamento rígido, acompanhado por deterioração dos indicadores fiscais. A dívida pública seguiu em trajetória de piora, enquanto os juros permaneceram elevados por mais tempo, reflexo direto da desconfiança em relação à sustentabilidade fiscal.
Apesar do discurso oficial de "reconstrução da credibilidade econômica", o cenário observado ao longo do período foi de crescente incerteza. A inflação seguiu acima do centro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, e o câmbio apresentou sinais de fragilidade, dificultando o planejamento de longo prazo por parte de empresas e investidores.
A gestão de Fernando Haddad à frente do Ministério da Fazenda também foi marcada por uma política fiscal dependente de soluções temporárias, sem enfrentar de forma direta o principal desequilíbrio estrutural: o crescimento contínuo das despesas obrigatórias. Em vez de promover uma reestruturação do Estado, o período foi caracterizado pela ampliação da carga tributária para sustentar um modelo de gastos desenfreados.
Ao final do ciclo, o país apresenta um cenário menos favorável à expansão econômica. O crescimento perdeu força, o custo do crédito seguiu elevado, estatais registraram déficits bilionários e o nível de endividamento passou a representar um risco maior à estabilidade macroeconômica. A ausência de medidas mais firmes de contenção de gastos e de redução do peso estatal contribuiu para uma conjuntura de menor previsibilidade.




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