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Lula é reeleito presidente do Brasil

há 2 minutos
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Com 99,95% das urnas apuradas, petista soma 64,2 milhões de votos contra 59,8 milhões do senador



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito neste domingo (25) para um quarto mandato, ao derrotar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno. Com 99,95% das urnas apuradas, o petista tem 51,78% dos votos válidos, o equivalente a 64.216.109 votos, contra 48,22% de Flávio, com 59.806.540, uma diferença de cerca de 4,4 milhões de votos. Lula, que tem 80 anos, governará até o fim de 2030.


É a primeira vez, desde que o segundo turno passou a existir na eleição presidencial, em 1989, que o candidato que ficou em segundo lugar na primeira votação vence a segunda. Em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro havia terminado na frente, com 47,03% dos votos válidos, ou 56,1 milhões de votos, contra 45,16% de Lula, com 53,9 milhões. Entre os dois turnos, o presidente ganhou mais de 10 milhões de votos, e o senador, cerca de 3,7 milhões.


O resultado contraria as pesquisas. Todos os institutos que mediram o segundo turno nas últimas duas semanas, entre eles PoderData, Real Time Big Data, Meio/Ideia, Gerp, Ipespe e BTG/Nexus, colocavam o senador numericamente à frente, com 51% a 52% dos votos válidos, em geral dentro ou perto da margem de erro. As sondagens do primeiro turno, por sua vez, tinham errado no sentido contrário, ao apontar Lula na dianteira.


O dia de votação foi marcado por uma disputa judicial. Depois de a coligação de Lula alegar problemas de transporte público em cidades da Bahia e de outros estados, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, ex-advogado do presidente, determinou, em decisão liminar, a extensão do horário de votação até as 19h em todo o país.


A vitória dá a Lula a possibilidade de moldar o Supremo por mais uma década. Ele poderá indicar até quatro ministros no mandato de 2027 a 2031: a vaga aberta desde outubro de 2025, com a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, para a qual a indicação de Jorge Messias foi rejeitada pelo Senado em abril, por 42 votos a 34, algo inédito desde 1894, e as cadeiras de Luiz Fux, que completa 75 anos em abril de 2028, Cármen Lúcia, em abril de 2029, e Gilmar Mendes, em 30 de dezembro de 2030.


O desfecho também pesa nos mercados, que reabrem na segunda-feira (26). Na sexta-feira (23), o dólar havia fechado abaixo de R$ 5, a R$ 4,98, e o Ibovespa, a 205.082 pontos, perto da máxima histórica, sob a aposta numa vitória do senador e numa política fiscal mais austera. Com o governo central acumulando déficit primário de R$ 94,9 bilhões em 2026, dívida bruta de 82,9% do PIB, e a Selic em 13,75% ao ano, a reação dos investidores tende a reverter todo o cenário positivo moldado na expectativa de derrota de Lula.

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