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Milei chama Lula de "ladrão" e "corrupto" e diz que presidente brasileiro é quem interfere na política regional

Presidente argentino cita anulação da condenação do petista na Lava Jato



O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a criticar duramente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no domingo (2), chamando-o de "ladrão" e "corrupto" em entrevista. "Ele foi solto da prisão devido a um erro processual. Ele não é inocente", disse Milei, referindo-se à condenação de Lula na Operação Lava Jato, anulada pelo STF em 2021.


O presidente argentino defendeu que suas declarações foram espontâneas e inverteu a acusação de interferência política frequentemente dirigida a ele. "Eles falam sobre interferência política na região. Se alguém está interferindo politicamente na região, é Lula, contaminando tudo com as ideias imundas do socialismo." Milei também rebateu críticas de que teria sido agressivo: "Agressivo é que alguém roube. É muito mais leve chamar um ladrão de ladrão do que o próprio ato de roubar."


O argentino detalhou ainda a lógica por trás de suas falas mais recentes sobre o Brasil. "O pior é que eles me acusam com mentiras, e eu respondo com verdades. Eu não menti. Quando respondo com verdades, o senhor Lula se sente atacado? Ele é um corrupto e um ladrão. É um condenado. Saiu da prisão por meio de um recurso administrativo. Eu fui ao Brasil e não ataquei os brasileiros; falei em defesa dos brasileiros. Falei sobre Lula, o corrupto, o condenado, e sobre o juiz Alexandre de Moraes, que me negou uma visita a Bolsonaro."


As declarações dão continuidade à escalada de tensão entre os dois governos que já havia motivado a convocação de embaixadores por parte do governo Lula na semana passada, após Milei acusar o petista de financiar 25% de uma "campanha anti-argentina" e de ter enviado assessores para a campanha presidencial argentina de 2023. O episódio chega também num momento em que a pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda mostra Flávio Bolsonaro, aliado declarado de Milei, reduzindo a distância para Lula tanto no primeiro quanto no segundo turno das eleições de outubro, tornando as críticas do presidente argentino ao petista parte ativa do tabuleiro eleitoral brasileiro.



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