População em situação de rua quase dobra no governo Lula, de 198,7 mil para 392,4 mil pessoas
- Núcleo de Notícias

- há 11 horas
- 2 min de leitura
Norte registra alta de 367% no período com Roraima multiplicando registros por quase sete vezes

A população em situação de rua cadastrada no Cadastro Único quase dobrou desde o início do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, passando de 198,7 mil pessoas em dezembro de 2022 para 392,4 mil em junho de 2026, alta de 97,4% equivalente a 193,6 mil novos cadastros. Desde janeiro de 2023, a plataforma passou a registrar em média cerca de 4,6 mil novos moradores de rua por mês, mais que o dobro da média de aproximadamente 2 mil registros mensais verificada entre 2019 e 2022.
O comportamento dos dados enfraquece o argumento governamental de que o crescimento seria apenas consequência de cadastros represados durante a pandemia. Se fosse apenas isso, a tendência seria de desaceleração nos anos seguintes. O que os dados mostram é o contrário: o ritmo permaneceu elevado durante todo o governo Lula e voltou a se intensificar no primeiro semestre de 2026. Em dezembro de 2023, quando o governo federal lançou o Plano Nacional Ruas Visíveis com investimento inicial de R$ 982 milhões para enfrentar a crise, o CadÚnico registrava 262,5 mil pessoas em situação de rua. Desde então, foram incorporados mais 130 mil registros, um crescimento de 49% em apenas dois anos.
A distribuição regional expõe a gravidade do fenômeno. O Norte registrou o maior avanço proporcional, com cadastros saltando de 4,9 mil para 22,8 mil pessoas entre janeiro de 2023 e junho de 2026, alta de 367%. O Nordeste cresceu 109%, o Sudeste 85%, o Sul 83% e o Centro-Oeste 79%. Entre os estados, Roraima apresentou um dos maiores avanços, com registros saltando de 1.460 para 10.162 pessoas, quase sete vezes mais. Rondônia registrou alta de 450%. São Paulo, que concentra o maior número absoluto do país, registrou crescimento de 88%.
O dado chega na semana seguinte em que o governo Lula celebrou no Mercosul o que chamou de "melhor momento econômico" do Brasil.




Comentários