"Serão presos ou neutralizados": Flávio Bolsonaro deixa um firme recado para criminosos
- Núcleo de Notícias

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O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmou na sexta-feira (21), durante comício em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, que criminosos deveriam deixar o país até o final deste ano, antecipando uma política de segurança pública mais dura caso seja eleito. "Metam o pé até o final do ano, enquanto vocês têm um presidente da República que passa a mão na cabeça de vocês, porque, a partir do ano que vem, ou vocês serão presos, ou vocês serão neutralizados pelas nossas polícias", declarou o senador.
O evento contou com a presença do candidato a vice-presidente na chapa, Alfredo Gaspar, do candidato ao governo do Rio de Janeiro, Douglas Ruas, e dos candidatos ao Senado Carlos Jordy e Carlos Portinho, todos do PL.
No discurso, o senador Flávio Bolsonaro colocou o enfrentamento ao crime organizado entre as prioridades centrais de um eventual governo e reiterou a defesa de que facções criminosas e milícias sejam formalmente classificadas como organizações terroristas — proposta que já constava do plano de governo apresentado pelo candidato no início do mês e que contrasta com a postura do presidente Lula, que no mesmo dia, em ligação telefônica com o presidente americano Donald Trump, argumentou que grupos criminosos "não se confundem" com organizações terroristas.
O candidato também apresentou proposta específica de endurecimento penal para o roubo de celulares, determinando pena mínima de oito anos de prisão para condenados por esse tipo de crime, que deveriam ainda trabalhar durante o cumprimento da pena para custear parte das despesas de sua permanência no sistema penitenciário. "Ladrão de celular vai ficar preso no mínimo 8 anos e vai ter que trabalhar para pagar sua estadia, para dar valor, para saber como é difícil comprar um celular. Nós vamos brigar pelo povo trabalhador desse Brasil", afirmou Flávio Bolsonaro.
A proposta ecoa dados recentes do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que registrou mais de 830 mil celulares roubados ou furtados no país em 2025, média de 95 aparelhos subtraídos por hora, com São Paulo concentrando 20% dos casos nacionais apesar de reunir apenas 5,6% da população do país.




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