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Setor de serviços brasileiro recua 1,2% em março, pior resultado em cinco anos

Queda é acentuada e encerra o trimestre com primeiro recuo trimestral desde 2023; cinco meses seguidos sem crescimento revelam impacto da Selic elevada e choque dos combustíveis



O setor de serviços brasileiro registrou em março queda de 1,2% no volume em comparação com o mês anterior, o pior resultado desde novembro de 2024 e o pior para o mês em cinco anos, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE. Com o dado de março, o setor encerrou o primeiro trimestre com queda de 0,7% frente aos três meses anteriores, o primeiro recuo trimestral desde o início de 2023.


O setor de transportes foi o principal vetor negativo, com queda de 1,7% em março. O volume de transporte de passageiros recuou 3,4%, segunda taxa negativa seguida, e o de cargas diminuiu 1,0%. Todas as cinco atividades investigadas registraram queda em março: serviços profissionais e administrativos (-1,1%), informação e comunicação (-0,9%), outros serviços (-2,0%), serviços prestados às famílias (-1,5%) e o índice de atividades turísticas, que recuou 4,0% e está 6,3% abaixo do pico histórico de dezembro de 2024.


O IPCA de março havia mostrado a taxa mais alta em cerca de um ano, de 0,88%, pressionada por transportes e alimentos. O setor de serviços, que havia sido o motor do crescimento brasileiro nos últimos cinco anos, mostra agora os primeiros sinais de que o choque energético e os juros altos estão desacelerando a atividade de forma mais ampla do que os dados de indústria e agronegócio já revelavam.



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