Boletim Focus: inflação de 2026 segue travada em 5,22% e PIB de 2027 despenca para 1,32%
Relatório divulgado nesta segunda-feira mostra o mercado cortando novamente as projeções de crescimento, enquanto a inflação resiste em patamar elevado e os juros seguem sem perspectiva de alívio mais rápido

O Relatório Focus resume as estatísticas calculadas considerando as expectativas de mercado coletadas até a sexta-feira anterior à sua divulgação. Ele é divulgado toda segunda-feira. O relatório traz a evolução gráfica e o comportamento semanal das projeções para índices de preços, atividade econômica, câmbio, taxa Selic, entre outros indicadores. As projeções são do mercado, não do Banco Central. (Fonte: bcb.gov.br)
INFLAÇÃO
A inflação segue sem ceder. Os economistas consultados pelo Banco Central mantiveram em 5,22% a projeção do IPCA para 2026, um nível elevado que não dá sinais de recuo. Para 2027, a previsão subiu de 4,30% para 4,32%, interrompendo a estabilidade da semana anterior. Para 2028, a expectativa recuou de 3,79% para 3,75%, e para 2029 permaneceu em 3,50%.
O IGP-M mostra um quadro igualmente pressionado. A projeção para 2026 caiu de 5,27% para 5,26%, um recuo mínimo diante de um índice ainda acima dos 5%. Para 2027, a estimativa recuou de 4,11% para 4,00%, e para 2028 caiu de 3,93% para 3,90%. Para 2029, a projeção subiu de 3,80% para 3,81%, após uma semana de estabilidade.
Os preços administrados, que incluem itens como energia elétrica, combustíveis e tarifas de serviços públicos, seguem pesando no bolso do consumidor. A estimativa para 2026 recuou de 4,89% para 4,84%, mas para 2027 a projeção subiu de 3,84% para 3,86%. Para 2028, a estimativa avançou de 3,62% para 3,63%, e em 2029 a expectativa permaneceu em 3,50% pela 66ª semana consecutiva.
PIB
O crescimento da economia continua sendo revisado para baixo. A estimativa para 2026 foi reduzida de 1,85% para 1,83%, e a de 2027 desabou de 1,40% para 1,32%, após uma semana de estabilidade, uma revisão expressiva que escancara o enfraquecimento da atividade. Para 2028, a projeção caiu de 1,83% para 1,81%, e para 2029 permaneceu em 2,00% pela 83ª semana consecutiva, sem qualquer sinal de aceleração.
CÂMBIO
O dólar teve um recuo discreto, insuficiente para mudar o quadro de uma moeda ainda desvalorizada. A projeção para o fim de 2026 caiu de R$ 5,15 para R$ 5,13. Para 2027, a expectativa caiu de R$ 5,26 para R$ 5,22, pela segunda semana seguida. Em 2028, a projeção recuou de R$ 5,30 para R$ 5,29, e para 2029 permaneceu em R$ 5,30 pela primeira semana, após ter sido reduzida de R$ 5,36 na semana anterior.
SELIC
Os juros seguem em patamar restritivo por um período muito longo. A projeção para a Selic ao fim de 2026 permaneceu em 13,25% ao ano. Para 2027, a expectativa continuou em 12,00% pela 18ª semana consecutiva. Em 2028, a projeção permaneceu em 10,50% pela 16ª semana seguida, e para 2029 a estimativa ficou estável em 10,00% pela 24ª semana consecutiva.





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