Boletim Focus: inflação de 2027 sobe pela 3ª semana seguida e PIB segue em queda
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Relatório mostra pressão inflacionária se espalhando para o médio prazo, enquanto o crescimento econômico perde força

O Relatório Focus resume as estatísticas calculadas considerando as expectativas de mercado coletadas até a sexta-feira anterior à sua divulgação. Ele é divulgado toda segunda-feira. O relatório traz a evolução gráfica e o comportamento semanal das projeções para índices de preços, atividade econômica, câmbio, taxa Selic, entre outros indicadores. As projeções são do mercado, não do Banco Central. (Fonte: bcb.gov.br)
INFLAÇÃO
O recuo do IPCA para 2026 é praticamente simbólico: a projeção caiu de 5,02% para 5,01%, uma variação mínima que não altera o quadro de inflação ainda alta. O dado mais preocupante vem de 2027, onde a estimativa subiu de 4,25% para 4,28% — terceira semana consecutiva de alta, depois de um período de estabilidade em 4,22%. Para 2028, a projeção segue paralisada em 3,80% há pelo menos quatro semanas, e para 2029 a estimativa também ficou em 3,80%, repetindo o nível anterior e mantendo-se estável no mesmo patamar elevado.
O IGP-M oscila sem trazer alívio real: a projeção para 2026 caiu de 4,55% para 4,38%, depois de ter subido de 4,54% para 4,55% na semana anterior — expondo a instabilidade do indicador. Para 2027, a estimativa voltou a subir, de 4,09% para 4,10%, interrompendo duas semanas de queda. Para 2028, a projeção ficou em 3,92%, e para 2029 permaneceu em 3,83%, ambos sem avanço adicional.
Nos preços administrados, a projeção para 2026 permaneceu em 4,69%, após a queda da semana anterior, de 4,93% para esse patamar. Para 2027, a estimativa recuou de 3,86% para 3,83%, terceira semana seguida de baixa. Para 2028, a projeção ficou estável em 3,60%, e para 2029 permaneceu em 3,50%, sem alteração — mas em nível ainda considerado alto para o item.
PIB
O crescimento da economia continua sendo revisado para baixo logo no curto prazo. A projeção para 2026 caiu de 1,95% para 1,92%, segunda semana consecutiva de queda, depois de já ter recuado de 1,99% para 1,95% na leitura anterior — uma sequência que reforça o diagnóstico de desaceleração. Para 2027, a estimativa permaneceu em 1,50%, estável há duas semanas, mas em patamar considerado insuficiente para o país. Para 2028, a projeção caiu de 2,00% para 1,98%, repetindo o mesmo recuo já registrado na semana anterior. Para 2029, a mediana permaneceu em 2,00%, nível mantido há pelo menos quatro semanas, sem qualquer sinal de aceleração.
CÂMBIO
O dólar segue caro e sem perspectiva de alívio. A projeção para o fim de 2026 permaneceu em R$ 5,20, repetindo o nível das últimas semanas. Para 2027, a estimativa ficou em R$ 5,30, patamar já mais alto após a alta registrada na semana anterior, de R$ 5,28 para R$ 5,30. Para 2028, a projeção também permaneceu em R$ 5,30, e para 2029 a estimativa seguiu em R$ 5,36 — confirmando uma moeda brasileira persistentemente desvalorizada até o fim da década.
SELIC
Os juros seguem em patamar elevado, sem qualquer sinal de afrouxamento mais rápido. A projeção para 2026 permaneceu em 13,75% ao ano, estável há pelo menos quatro semanas. Para 2027, a previsão também ficou em 12,00%, repetindo o nível anterior. Para 2028, a estimativa foi mantida em 10,50%, e para 2029 a projeção permaneceu em 10,00% pela 17ª semana consecutiva — um retrato de que o custo do crédito deve continuar penalizando famílias e empresas por um longo período ainda.




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