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Dívida pública federal sobe 2,61% em junho para R$ 9,268 trilhões

Dívida interna avança 2,63% para R$ 8,921 trilhões e externa cresce 2,12% para R$ 347,71 bilhões



A dívida pública federal brasileira subiu 2,61% em junho em relação a maio, atingindo R$ 9,268 trilhões, informou o Tesouro Nacional nesta quarta-feira (29). A dívida pública mobiliária interna cresceu 2,63% para R$ 8,921 trilhões, enquanto a dívida pública federal externa avançou 2,12% para R$ 347,71 bilhões.


O crescimento mensal de 2,61% reflete a combinação de dois fatores estruturais do atual governo: a Selic em 14,25% ao ano, que encarece o serviço da dívida interna indexada à taxa básica de juros, e o déficit primário persistente, que obriga o Tesouro a emitir novos títulos para financiar os gastos que excedem as receitas. Com a dívida bruta já em 81,1% do PIB pela métrica do Banco Central e em 94,3% pela métrica do FMI, o total de R$ 9,268 trilhões é mais um marco numa trajetória que coloca o Brasil com o segundo maior crescimento de dívida pública entre os países do G20 no governo Lula, atrás apenas da China.


Para os mercados, a combinação de dívida crescente, Selic elevada e déficit primário persistente é o principal motivo pelo qual o Tesouro IPCA+ 2032 renova máximas históricas acima de 8,5% ao ano: os investidores exigem prêmio crescente para financiar um governo que gasta mais do que arrecada e cuja trajetória fiscal não apresenta sinal claro de convergência.



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