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Estrela (ESTR4) pede recuperação judicial e se junta ao número recorde de empresas que buscam sobreviver no Brasil de Lula

2.466 empresas entraram em recuperação judicial em 2025, maior número da história; 5.680 companhias estavam em processo ao fim do ano, alta de 24,3%; quase 30% das que recorrem ao mecanismo acabam em falência




A Estrela (ESTR4), fabricante de brinquedos com décadas de história no Brasil, protocolou nesta quarta-feira (20) pedido de recuperação judicial na Comarca de Três Pontas, em Minas Gerais, envolvendo oito empresas do grupo. Em comunicado à CVM, a companhia citou juros elevados, restrição ao crédito, aumento do custo de capital e mudanças no comportamento dos consumidores como fatores que pressionaram sua estrutura financeira. A empresa informou que seguirá operando normalmente durante o processo.


O pedido da Estrela não é um caso isolado. É mais um nome numa lista que o governo Lula transformou em recorde histórico. O Brasil encerrou 2025 com o maior número de empresas em recuperação judicial da história: 2.466 CNPJs envolvidos em processos de reestruturação, alta de 13% sobre 2024 e o maior volume já registrado na série histórica da Serasa Experian. Ao final do quarto trimestre, 5.680 companhias estavam em processo, crescimento de 24,3% em relação ao fim de 2024.


Na contramão do Brasil, globalmente os pedidos de falência caíram 19% no acumulado do ano de 2025. O mundo melhorou. O Brasil piorou. A diferença está no ambiente econômico construído pelo governo petista: o patamar elevado da Selic impede que as empresas gerenciem suas contas. A inadimplência serve de alerta: em janeiro de 2026, o país somava 8,7 milhões de CNPJs negativados, com média de sete dívidas atrasadas por empresa.


O volume de empresas que faliram após a recuperação judicial atingiu nível recorde no segundo trimestre de 2025: 30%. O índice ficava em torno dos 20% e, em alguns períodos, próximo dos 10%. Em outras palavras: a recuperação judicial está sendo mais acionada, mas está funcionando menos.


A cadeia causas e efeitos é direta. O governo Lula herdou uma Selic em queda e acelerou o gasto público sem critério: o déficit primário de 2023 foi de R$ 230 bilhões, o de 2025 chegou a R$ 61,7 bilhões e o de março de 2026 sozinho superou as projeções em R$ 14 bilhões. A dívida pública ultrapassou 80% do PIB. Para controlar a inflação gerada pelo excesso de gasto, o Banco Central foi obrigado a manter juros elevadíssimos. E são esses juros que asfixiam as empresas, forçam as recuperações judiciais e levam companhias com décadas de história ao pedido de socorro judicial.



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