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Ibovespa acumula quarta queda seguida em meio à crise fiscal e reações negativas ao pacote do governo

Incertezas sobre medidas arrecadatórias e ausência de cortes de gastos alimentam pessimismo no mercado



O Ibovespa encerrou esta segunda-feira (9) com sua quarta queda consecutiva, registrando recuo de 0,33%, aos 135.655,06 pontos — uma perda de 447,04 pontos na sessão. O resultado negativo reflete o crescente ceticismo do mercado em relação à condução da política fiscal do governo federal.


O principal fator que pesou sobre os ativos foi a indefinição em torno do aumento do IOF e das alternativas de arrecadação propostas pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, após reunião com os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre. Em meio à pressão por mais receitas, o governo anunciou frentes de atuação, como uma Medida Provisória para disciplinar novas formas de arrecadação e a “recalibragem” do decreto do IOF.


Entre as medidas mais sensíveis está a proposta de tributação de investimentos atualmente isentos, como as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) e Imobiliárias (LCIs), que passariam a pagar Imposto de Renda na fonte. Fundos imobiliários (FIIs), Fiagros e o regime dos Juros sobre Capital Próprio (JCP) também estão no radar da equipe econômica.


As reações no Congresso Nacional, no entanto, foram predominantemente negativas. O deputado Pedro Lupion (PP-PR), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), afirmou que “não se pode aceitar” a taxação de instrumentos que são hoje a principal fonte de financiamento do setor rural. “É mais um ataque ao agro e à solidez do crédito privado no Brasil”, declarou.

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