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Ibovespa cai 1,06% e fecha a 204.324 pontos

há 2 horas
2 min de leitura

Realização de lucros e temores com medidas eleitoreiras do governo Lula dominam o pregão em dia de giro elevado



O Ibovespa encerrou a quinta-feira (15) em queda de 1,06%, aos 204.324,26 pontos, com volume financeiro de aproximadamente R$ 41,3 bilhões, bem acima da média das semanas anteriores à eleição. O recuo deixa o índice cerca de 2,3% abaixo do recorde de fechamento, de 209.066,90 pontos, registrado em 9 de outubro, e ocorre depois de uma sequência de ganhos que levou a bolsa a subir 8,82% naquela semana e 12,2% no mês até então. Mesmo com o movimento, o índice ainda acumula alta próxima de 27% em 2026.


O pregão foi marcado por perdas concentradas em setores sensíveis aos juros. Empresas da construção civil figuravam entre as maiores perdas, em movimento oposto ao de duas semanas atrás, quando o segmento havia liderado a valorização após o primeiro turno. No câmbio, o dólar comercial voltou a ser negociado por volta de R$ 5,05 no meio da tarde, ante a cotação de R$ 4,985 do fechamento de 9 de outubro, num sinal de que parte do prêmio de risco devolvido no pós-primeiro turno começou a retornar.


O dia concentrou notícias de peso sobre o cenário doméstico. O relatório Prisma Fiscal, divulgado pelo Ministério da Fazenda, mostrou piora da projeção de déficit primário do governo central em 2026, para R$ 53,048 bilhões, e da dívida bruta, para 83,4% do PIB, com a estimativa para 2027 em 87%, num momento em que o mercado acompanha anúncios de gastos do governo, como o reajuste do Bolsa Família, o pacote de combustíveis e o Prospera MEI. A sessão ocorreu ainda um dia depois da aprovação, no Senado, da PEC do fim da escala 6x1, cujo custo para as empresas a Confederação Nacional da Indústria estima em até R$ 267,2 bilhões por ano, fator que tende a pesar sobre os setores de comércio e serviços.


A correção, porém, é modesta diante do tamanho da alta recente, e o noticiário eleitoral segue favorável à oposição. A pesquisa BTG/Nexus mostra Flávio Bolsonaro com 52% dos votos válidos contra 48% de Lula, e o Datafolha, com 49% a 45%. O primeiro debate do segundo turno, na Band, está marcado para domingo (18), e o desfecho da votação, em 25 de outubro, continuará sendo o principal vetor para bolsa, câmbio e juros.


Carlos Dias, FRSA. Assine o Rumo News!
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