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Ibovespa cai 1,42%, a 165.528 pontos, na sexta queda seguida, e já está mais de 20% abaixo do recorde

há 2 minutos
2 min de leitura

Índice acumula perda de 19,3% desde a véspera do segundo turno, com o dólar na casa de R$ 5,50 e Copom decidindo os juros na quarta-feira



O Ibovespa fechou o primeiro pregão da semana, nesta terça-feira (3), em queda de 1,42%, aos 165.528,92 pontos, com volume financeiro de aproximadamente R$ 42,3 bilhões. É a sexta queda consecutiva do índice, que recua desde a reeleição do presidente Lula (PT). Em seis sessões, a perda é de 19,3% em relação ao fechamento de 23 de outubro, de 205.082,56 pontos, e, em relação ao recorde de fechamento, de 209.066,90 pontos, registrado em 9 de outubro, o índice está 20,8% abaixo, o que, pelo critério usual do mercado, o coloca em território de baixa. Na sexta-feira (30), a semana havia fechado com perda de 18,12%, a quinta maior desde o início do Plano Real, em 1994.


O pregão foi o primeiro depois do feriado de Finados, e a B3 teve de ajustar a segunda-feira, em que esteve fechada, ao movimento dos ativos brasileiros no exterior. Ao longo do dia, o índice chegou a ficar abaixo dos 165 mil pontos. O dólar subiu perto de 1%, a cerca de R$ 5,50, o nível mais alto desde a eleição.


O mercado também reagiu ao Boletim Focus, o primeiro depois do segundo turno, em que os economistas elevaram a mediana do IPCA de 2026 de 5,19% para 5,22%, passaram a ver Selic e dólar mais altos e reduziram as projeções de crescimento. A estimativa para o câmbio no fim de 2026 saltou de R$ 5,05 para R$ 5,34, e a de 2027, de R$ 5,15 para R$ 5,40, patamares que a cotação já superou.


O foco está no Comitê de Política Monetária do Banco Central, que começou a reunião hoje e anuncia a decisão na quarta-feira (4), no início da noite, com expectativa predominante de manutenção da Selic em 13,75% ao ano.


O quadro doméstico segue pesado. O PMI industrial de outubro ficou em 46,1 pontos, com a produção caindo pelo sexto mês seguido, o Itaú cortou para 0,5% a previsão de crescimento de 2027 e vê inflação de 6,1% e Selic em 13,75% o ano todo, e o governo continua sem anunciar a equipe econômica e sem apresentar um plano de ajuste fiscal. Sem sinais nessa direção, a Bolsa tem mostrado que o ajuste de preços ainda não terminou, como já alertava o Bradesco BBI.


Carlos Dias, FRSA. Assine o Rumo News!
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