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Os destaques da semana no portal Rumo News



No desfecho mais significativo da semana, Trump anunciou no sábado (1º) a suspensão de um ataque militar planejado contra o Irã após Teerã e outros países do Oriente Médio solicitarem a pausa, alegando que os parâmetros de um acordo haviam sido definidos.


O entendimento previsto incluiria a abertura "imediata, completa e total" do Estreito de Ormuz e o fim da ameaça nuclear iraniana. O anúncio chega após uma semana de intensa escalada: EUA e Arábia Saudita realizaram ataques conjuntos contra milícias pró-Irã no Iraque, marcando a primeira participação pública saudita em combates; o Irã lançou ataque surpresa com mísseis balísticos contra forças americanas na Jordânia; e o Brent chegou a superar US$ 100 por barril antes de recuar para a faixa de US$ 86-90 com a pausa nos ataques. Se o acordo se confirmar, seria a primeira resolução duradoura desde o colapso do memorando de junho — mas o padrão observado ao longo do mês é de tréguas que colapsaram rapidamente.



Os Estados Unidos confirmaram a tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros com vigência a partir de 22 de julho, seguida de uma segunda tarifa de 12,5% por trabalho forçado que entrou em vigor em 24 de julho, elevando a carga total sobre alguns produtos para até 37,5%. O secretário de Estado Marco Rubio foi direto ao responsabilizar o governo brasileiro: "Lula colocou seu próprio ego à frente do bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço por isso." Um levantamento do Financial Times mostrou que o Brasil foi o país mais prejudicado pela reformulação tarifária americana, com a alíquota efetiva subindo de 11% para 17,7%, enquanto países europeus tiveram redução. O Brasil acionou a OMC contra as duas tarifas em 27 de julho.



A convenção nacional do PL na Arena Pacaembu oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, com participação do presidente argentino Javier Milei, que declarou que "somente Flávio pode parar Lula" e criticou duramente a política fiscal brasileira. Um vídeo com inteligência artificial simulando Jair Bolsonaro pedindo apoio ao filho gerou ação da Federação Brasil da Esperança no TSE. Na sequência, o Republicanos lançou a candidatura de Tarcísio de Freitas à reeleição em São Paulo, e o PL oficializou a candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina, consolidando a presença da família Bolsonaro em múltiplas frentes eleitorais a poucos dias do prazo final de convenções em 5 de agosto.



O ministro do STF André Mendonça autorizou a abertura de inquérito para que a PF investigue Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, por suspeita de tráfico de influência junto ao Ministério da Saúde em negociações envolvendo medicamentos à base de canabidiol, numa linha de investigação distinta da já existente sobre o escândalo do INSS. Na mesma semana, relatório da PF revelou que o senador Jaques Wagner recebeu vinhos de até R$ 5.300 e viagem de helicóptero do ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master, aprofundando as revelações da Operação Compliance Zero.



Uma sequência de dados divulgados ao longo da semana revelou a fragilidade fiscal do país: déficit primário de R$ 92,98 bilhões no primeiro semestre e déficit nominal de R$ 624,1 bilhões incluindo juros; dívida pública federal em R$ 9,268 trilhões; e pesquisas mostrando que 69% dos brasileiros percebem alta nos preços e 51,2% desaprovam o governo Lula. O quadro se soma à confirmação de que o Brasil terá a segunda maior alta de dívida pública do G20 no período Lula, atrás apenas da China.



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