Perícia da Polícia Federal nega necessidade de prisão domiciliar para Jair Bolsonaro
- Núcleo de Notícias

- há 4 horas
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Laudo determinado pelo ministro Alexandre de Moraes admite sequelas permanentes, porém sustenta que o ex-presidente pode permanecer custodiado na Papuda

Laudo elaborado por peritos criminais da Polícia Federal concluiu que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresenta um quadro clínico complexo, com diversas doenças crônicas e sequelas permanentes decorrentes do atentado sofrido em 2018, mas, ainda assim, "teria condições de continuar cumprindo pena no Complexo da Papuda", no Distrito Federal. O documento foi produzido por junta médica oficial a pedido do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da execução penal, para embasar a análise do pedido de prisão domiciliar humanitária apresentado pela defesa.
Segundo o relatório, o ex-presidente Jair Bolsonaro carrega consequências duradouras das múltiplas cirurgias realizadas após a facada no abdome, incluindo perda de parte do intestino grosso, aderências intestinais extensas e comprometimento da parede abdominal. Além disso, os peritos listaram uma série de diagnósticos clínicos, como hipertensão arterial, doença aterosclerótica cardiovascular, estenose das artérias carótidas, refluxo gastroesofágico com esofagite, apneia do sono grave, episódios recorrentes de pneumonia aspirativa, anemia por deficiência de ferro, neoplasias cutâneas e crises persistentes de soluços de difícil controle.
Durante a avaliação, o ex-presidente relatou fadiga intensa associada ao uso de medicamentos para conter os soluços, além de tonturas ao se levantar e perda de força muscular nos membros inferiores. A análise neurológica apontou marcha levemente instável, com necessidade ocasional de apoio durante deslocamentos, o que reforça o caráter permanente de parte das sequelas descritas no laudo.
Os peritos recomendaram acompanhamento médico contínuo, com controle rigoroso da pressão arterial e da frequência cardíaca, dieta fracionada com monitoramento nutricional, realização periódica de exames laboratoriais e de imagem, uso permanente de aparelho CPAP durante o sono e atenção constante ao risco de quedas. Mesmo diante dessas exigências, a junta médica sustentou que o ambiente prisional da Papuda dispõe de estrutura suficiente para atender às necessidades clínicas apresentadas.
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