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Boletim Focus mantém cenário adverso para 2026, com inflação elevada, juros persistentes e crescimento limitado

Relatório do Banco Central reforça expectativa de economia pressionada por inflação resistente e crédito caro, enquanto projeções de longo prazo seguem pouco animadoras



O Relatório Focus resume as estatísticas calculadas considerando as expectativas de mercado coletadas até a sexta-feira anterior à sua divulgação. Ele é divulgado toda segunda-feira. O relatório traz a evolução gráfica e o comportamento semanal das projeções para índices de preços, atividade econômica, câmbio, taxa Selic, entre outros indicadores. As projeções são do mercado, não do Banco Central. (Fonte: bcb.gov.br)

INFLAÇÃO


As projeções para a inflação permanecem pressionadas. Para 2026, a estimativa do IPCA foi mantida em 5,33%, permanecendo em um nível elevado e superior ao observado há quatro semanas, quando estava em 5,09%.


Para 2027, o mercado voltou a revisar a inflação para cima, passando de 4,15% para 4,17%, registrando a sexta alta consecutiva. Em 2028, a projeção permaneceu em 3,70%..


No caso do IGP-M, a expectativa para 2026 permaneceu em 6,15%, mantendo um índice elevado. Para 2027, a projeção avançou para 4,10%, acumulando a terceira alta consecutiva. Em 2028, a estimativa permaneceu em 3,82%.


Os preços administrados também continuam indicando pressão sobre os consumidores. Para 2026, a projeção permaneceu em 5,00%. Em 2027, a estimativa avançou para 3,86%, registrando a terceira elevação consecutiva. Já para 2028, a expectativa permaneceu em 3,50%.


PIB


Mesmo com uma pequena revisão positiva para 2026, o crescimento projetado continua insuficiente para sinalizar uma recuperação econômica consistente.


A expectativa para o PIB em 2026 subiu marginalmente para 1,99%, dando sequência ao movimento gradual de alta observado nas últimas semanas. Apesar disso, o percentual continua baixo diante das necessidades de expansão da economia brasileira.


Para 2027, o cenário se deteriorou, com a projeção sendo reduzida de 1,70% para 1,68%, ampliando a sequência recente de revisões negativas.


Em 2028, o mercado manteve a expectativa de crescimento em 2,00%, projeção que permanece inalterada há mais de 120 semanas. Para 2029, a estimativa também segue em 2,00%, sem alterações ao longo das últimas semanas.


CÂMBIO


As expectativas para o câmbio continuam apontando para um real depreciado no médio prazo.

Para 2026, a projeção permaneceu em R$ 5,20 por dólar. Em 2027, houve nova revisão para cima, passando de R$ 5,27 para R$ 5,28.


Para 2028, a expectativa avançou para R$ 5,35. Já para 2029, a projeção foi mantida em R$ 5,40, permanecendo estável nas últimas semanas.


SELIC


A política monetária continua refletindo uma conjuntura de inflação resistente, mantendo a expectativa de juros elevados por um período prolongado.


Para 2026, a projeção da taxa Selic permaneceu em 14,00% ao ano, preservando um dos maiores patamares esperados dos últimos anos.


Em 2027, a estimativa também foi mantida em 12,00%. Para 2028, houve nova alta, com a projeção passando para 10,50%. Já para 2029, a expectativa permaneceu em 10,00% ao ano, estável há oito semanas consecutivas.



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